Mostrando postagens com marcador lugar comum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lugar comum. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de maio de 2007

baixo centro


hoje fui ao baixo centro procurar umas aplicações bordadas pras roupas lindas de bebê que minha mãe está fazendo pra G. infelizmente não achei do jeito que ela queria. bh é uma roça, mesmo! mas em compensação, comprei:

- 1 pincel para corretivo, base e pó, idêntico ao da mac que custa 240 reais, por apenas 29,90! é um pincel para pintura artística, mas o pelo é extra macio e o formato é idêntico ao da mac que eu namoro há meses e não tenho coragem de comprar;
- 1 esmalte cor de framboesa, 1 esmalte prata, 1 esmalte cor de cerejas, 1 esmalte berinjela metálico, 1 esmalte café metálico, 1 esmalte chocolate ao leite metálico. cada um custou em média 1,50.
- 4 calcinhas pretas, básicas de cotton, formato biquini, por 5 dinheiros cada.
- 1 calcinha de gestante pra mandar pra G.

além disso caminhei durante 3h40 minutos naquela muvuca toda, e acho que vai servir pra compensar o capeletti gratinado que eu pretendo comer hoje à noite.

terça-feira, 8 de maio de 2007

mercado municipal

hoje fui ao mercado municipal comprar gostosuras pra minha irmã G, que está grávida e com desejos de quitutes mineiros. como minha mãe vai pra são paulo amanhã, está levando na mala queijo meia-cura, requeijão de barra, goiabada cascão, doce de leite viçosa, pimenta biquinho, polvilho marinês e biscoito de queijo. ficou faltando só a broa de milho congelada, que estava em falta.

aproveitei e comprei também um quilo de linguiça caseira de pernil (feita com tripa de verdade) e 2 quilos de mandioca amarela. mas esses são para o jantar aqui hoje: linguiça grelhada com mandioca cozida, feijão, arroz, e saladinha de tomate com ervas e limão. bora caprichar na caminhada hoje!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

de sexta até ontem

a intenção era passar a noite de sexta na frente da tv e assistir aos 4 dvds que eu e F alugamos. pra isso preparei umas bruschettas (de linguiça, berinjela e tomate, de gorgonzola com pistache, de ragu de cogumelos picantes), F colocou umas cervejinhas pra gelar e chamamos a vizinha dela pra nos acompanhar. o que eu sei é que o papo tava tão bom, a cerveja desceu acompanhando tão bem os pãezinhos tostados, que no final éramos 10 pessoas em volta da mesa de jantar e ninguém na frente da tv.

o sábado amanheceu gelado. delicioso, por sinal. depois de tanto tempo de calor, foi um alivio poder sair de casaco e bota. fui encontrar com J e A no café com letras e de lá fomos com outros amigos dele procurar um bar do comida di buteco. acabamos no chamego's bar, uma espelunca aqui perto de casa que jamais deveria estar participando do festival. o prato concorrente era uma carne cozida ao molho de vinho, batata chips, pão e uma geléia de pimenta que na verdade era um doce de mamão verde com pimenta. muito vagabundo. a fofoca da noite foi o vexame de L na noite anterior. comprou um vestido de mils real pra ir a um casamento achando que conheceria um médico gatinho disponível. chegou lá e deu com os burros n'água, todos acompanhados. encheu a cara de champanhe pra compensar e terminou a noite vomitando no vestido novo, no pé de M que foi até lá salvá-la e ainda tendo que ir pro hospital tomar glicose. L tem se tornado fonte inesgotável de diversão com seus intentos de conseguir um namorado.

tinha pedido pra minha mãe fazer nhoque no domingo, dia 29, pra comer com a nota debaixo do prato, cumprindo a tradição. ela fez com molho a bolonhesa e quatro queijos e estavam deliciosos. espero que a simpatia funcione esse mês, urgente! no fim da tarde fui ao shopping com F, e depois ao supermercado, acompanhá-la, porque ela odeia fazer compras, enquanto eu adoro. tá certo que fazer compras no carrefour do bh shopping no domingo é um horror. mas supermercado é tão bom de ir! e comprar qualquer coisa é sempre bom. ruim é ir ao banco pagar contas!

depois do trabalho de segunda, happy hour em mais um bar participante do comida di buteco. dessa vez o köbes, pra experimentar o bolinho de arroz com feijão, carne desfiada, ovo de codorna e tomate. tava muito gostoso, mas foi decepcionante. primeiro porque eu pensei que a carne, o ovo e o tomate também seriam recheio do bolinho. mas não. era um bolinho bem cremoso de arroz e queijo e recheado com feijões pretos inteiros. a carne, ovo e tomate vinham picadinhos no mesmo prato. bom, mas sem graça. de lá encontramos com J e A novamente, e fomos todos pra casa de F tomar cerveja e comer tira-gosto do bolão. dessa vez o prato foi o diretoria: torresmo, queijo pachá, mandioca frita e linguiça acebolada, que pedimos pelo delivery. pra curar a bebedeira, café com um pedaço de ovo de páscoa dentro!

e ontem, depois de todos esses excessos do feriado, ressaca e preguiça total. só saí pra almoçar com F e L no nonô, filé a parmegiana. e a noite foi encerrada com um sanduíche de pão francês quentinho com mortadela e uma canecona de café com leite bem preto.

durante todo o feriado, assisti a 3 filmes: zuzu angel, más companhias e a professora de piano. as únicas coisas que salvam zuzu são a música de chico buarque e as roupas maravilhosas da zuzu angel. a narração em off parece uma redação de "minhas férias" na volta às aulas e a direção frouxa não consegue nem explorar o talento indiscutível de lázaro ramos e daniel oliveira. más companhias é bem bacaninha. um tanto previsível, mas longe do pieguismo. e aquele menino do billy elliot que cresceu, ficou lindo e só faz filme bom? a professora de piano é perturbador. me deixou meio deprimida, com medo de um dia eu terminar como ela - solitária, amarga e louca.

não tenho foto de nada deste fim de semana! a minha câmera ficou na confecção e nem lembrei de usar o celular pra fotografar as farras. uma pena...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

jeudi

adoro quintas-feiras, sempre gostei.

mas aí arrumei esse trabalho ridículo e as quintas-feiras são os piores dias em volume de tarefas, começando sempre com um indefectível mau-humor ante a perspectiva de passar horas fazendo a parte mais chata do serviço.

na quarta eu já fico apreensiva. não posso sair, porque tenho que estar lúcida, sóbria e atenta às 6h30 da manhã de quinta. e nada de cineminha em dia de promoção ou boteco em dia sem tumulto. quarta é dia de ficar em casa. e ainda por cima é dia de futebol na tv, nada no cabo que me desperte interesse. deprê total.

mas logo depois que o serviço diminui na quinta de manhã, tudo vai voltando a ficar bom. assim que mando o último email, já vou recuperando minha antiga alegria pelas quintas-feiras. amanhã começa o fim-de-semana, mas hoje já dá pra olhar pra trás e pensar "beleza! a semana já está acabando!". tudo fica mais acelerado e emocionante a partir de quinta.

e hoje é dia de frutas e verduras novas no sacolão e a cozinha fica colorida e cheirosa de novo. dia de gilmore girls (porque embora eu baixe os episódios em torrent meses antes, não perco o programa na warner de jeito nenhum, mesmo que seja pra ver pela quinta vez). dia de baixar o lost novo que saiu nos eua ontem. dia de colunas de gastronomia na ilustrada. dia de sair solteira com as amigas e poder conversar assuntos ultimate-mulherzinha sem me sentir uma perua. ou até me sentindo uma perua, mas sabendo que amanhã eu volto a ter dignidade e decência social. também hoje é dia de cortar as unhas dos pés e deixá-las prontas pra manicure amanhã (porque manicures cismam que unha do pé tem que ser comprida? que nojo!).

quarta-feira, 11 de abril de 2007

liberdade

há pouco mais de um mês, caminho na liberdade todos os dias com L, por uma hora, 4 vezes por semana. e como nosso horário é sempre o mesmo, trombamos todos os dias com muitos dos mesmos caminhantes. a praça é cheia de tipos interessantes. tem o flautista trovador, que todos os dias está sentado num banquinho da alameda lateral, tocando nenhuma música identificável. ele não é lá muito bom no que faz, e brincamos com G - que por vezes nos acompanha - que ele faz serenata pra ela. tem quilômetros de senhorinhas ancudas. tem um punhadinho de gatinhas saradas balançando o cabelo preso em rabo-de-cavalo enquanto correm. tem vários senhorzinhos safenados andando a passo muito mais rápido que o nosso. tem um anão cego que caminha no contrafluxo tateando sua bengala num som ritmado (mas desse eu tenho medo, e um dia eu posto sobre o meu medo de anões). e tem dois sujeitos que tornam a caminhada mais interessante em termos observatórios e especulativos.

o primeiro foi apelidado por nós de "o universitário". ele passa sempre no mesmo horário, e não é um caminhante. ele é um jovem transeunte que usa o trajeto da praça pra chegar ao seu destino. vem de cabelo molhado, roupa limpa, cheiroso e bem disposto, como quem acabou de sair do banho. tá sempre com uma mochila nas costas e quase sempre de bermuda. tem 20 e poucos anos e decidimos que ele está indo pra faculdade da próxima avenida e que cursa turismo. geralmente cruzamos com ele na lateral do prédio do niemeyer. tudo muito sincronizado e estranho.

o segundo é conhecido como "havaianas". é um rapaz alto, magro, esguio e elegante, cabelos louros raspados quase rentes, olhos claros, barba aparada dando a impressão de que está por fazer. caminha no contrafluxo, quase dentro da vala lateral de paralelepípedos, com os fones de um ipod enfiados no ouvido e cruzamos com ele várias vezes pelo trajeto. sempre está sem camisa (embora esta esteja pendurada no cós da calça), de bermuda ou calça de tecido camuflado e... havaianas!

desde a primeira vez que o vimos ele se tornou um mistério. porque ele caminha de havaianas? porque ele caminha no contrafluxo? por que ele caminha tão devagar? o que ele ouve no ipod?

enquanto rapidamente conseguimos especular tudo sobre o universitário e achar explicações óbvias e plausíveis pros seus hábitos, o havaianas continua um mistério indecifrável. será que ele tem unha encravada? será que ele sofreu um acidente e está com os pés machucados e não pode se calçar nem andar mais rápido? será que é radiohead que toca em seu ipod?

hoje L. cismou que havaianas estava andando a 20 metros na nossa frente, no mesmo fluxo, de camisa e tênis! fiquei desolada...

acelerei o passo pra tentar alcançá-lo pra poder comprovar se era ele mesmo, pois não conseguia admitir que um adônis tão misteriosamente elegante tivesse se transformado naquele tipo comum de mocorongo meio cambaleante que estava à minha frente. onde estava sua altivez? e suas havaianas? e a bermuda camuflada? era o mesmo cabelo, o mesmo corpo, o ipod continuava lá, mas eu custava a acreditar que de tênis um homem pudesse andar tão menos distintamente que de havaianas. seria esse todo o segredo?

por sorte conseguimos alcançá-lo. e para o meu total alívio, não era havaianas que estava ali!
o mundo voltou a ser um lugar cheio de mistérios e de curiosidade infinita.